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O termo "estereoscopia" engloba todas as técnicas que utilizam o mecanismo
visual binocular do ser humano, para criarem uma sensação de profundidade em duas ou
mais imagens bidimensionais do mesmo objeto representado através de diferentes perspectivas.
A palavra "estereoscopia" deriva do grego "stereos"e "skopein",
que significam, respectivamente, "sólido", "relevo" e "olhar",
"ver", quer dizer, visão em relevo. A frequente interpretação de "estéreo"
no sentido de "dois" é resultante do fato de necessitarmos de dois olhos e
dois ouvidos para vermos e ouvirmos espacialmente. Nos fins do século passado e começo
deste a estereoscopia atingiu grande divulgação como entretenimento e ainda hoje as
inúmeras imagens estereoscópicas, que podemos encontrar em livrarias, atestam o fascínio
que as mesmas exercem sobre o homem. As primeiras máquinas estereoscópicas, que possibilitaram
uma simples imagem de estereograma, foram fabricadas logo a seguir à invenção da fotografia.
Outros dispositivos necessários à observação de estereogramas usufruiram de um considerável
aperfeiçoamento nesta época, criando-se, por exemplo, os óculos verde-vermelhos, ainda
hoje muito divulgados. Porém, não é tão conhecida a possibilidade de produção de estereogramas,
cuja observação dispense qualquer aparelho especial. No entanto, os auto-estereogramas
que aqui serão apresentados apresentam uma particularidade: observados superficialmente,
parecem uma composição de padrões dispostos apenas ao acaso e sem qualquer sentido. A
imagem tridimensional só será identificada através de uma técnica de observação, cuja explicação
será dada em "visualizando".
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